Santiago Airport amplia conectividade internacional apesar da desaceleração no tráfego de passageiros

O tráfego de passageiros no Santiago Airport continuou desacelerando durante o primeiro trimestre de 2026, confirmando uma tendência já observada ao longo de 2025. No entanto, por trás da redução nos volumes, o hub chileno segue reforçando sua estratégia de conectividade internacional, com novas rotas e aumento de frequências destinados a consolidar Santiago como uma das principais portas de entrada aéreas da América do Sul.

Segundo os acionistas VINCI Airports e Groupe ADP, o aeroporto movimentou 7,38 milhões de passageiros nos três primeiros meses de 2026, representando uma queda de 1,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A desaceleração também permaneceu visível apenas em março, quando o tráfego alcançou 2,31 milhões de passageiros, uma redução de 2,4% em relação ao ano anterior. Os serviços domésticos responderam por 1,22 milhão de passageiros, enquanto as rotas internacionais transportaram 1,08 milhão de viajantes.

Os números confirmam que a pressão afeta de forma mais significativa o mercado doméstico chileno do que as operações internacionais. As rotas domésticas mais movimentadas de Santiago em março incluíram Calama, Antofagasta, Puerto Montt, Concepción e Iquique, reforçando a importância contínua da mineração, da atividade econômica regional e da mobilidade interna de longa distância dentro do país.

No mercado internacional, o tráfego permaneceu concentrado nos principais corredores latino-americanos, especialmente Buenos Aires, Lima, São Paulo, Rio de Janeiro e Bogotá. Essas rotas continuam posicionando Santiago como um conector estratégico entre o Cone Sul e o restante do mercado latino-americano.

Para Nicolas Claude, CEO do Santiago Airport, os resultados do primeiro trimestre prolongam um padrão de mercado que começou a emergir em 2025, especialmente nos serviços domésticos. Segundo ele, o aeroporto vem trabalhando ao lado de companhias aéreas e autoridades públicas para estimular a demanda por viagens e manter opções competitivas de conectividade, tanto dentro do Chile quanto internacionalmente.

Apesar dos números mais moderados de tráfego, a estratégia de desenvolvimento de rede do aeroporto continua claramente orientada para expansão.

Ao longo de 2026, o Santiago Airport continuou adicionando capacidade internacional, combinando novas rotas com frequências adicionais em serviços já existentes. Novas conexões para Neuquén e Quito estão sendo introduzidas, enquanto diversas companhias aéreas ampliam operações em mercados regionais e de longo curso.

Os aumentos mais significativos incluem:

  • Melbourne: 6 frequências semanais com LATAM Airlines;
  • Panama City: 42 frequências semanais com Copa Airlines;
  • Istambul: serviço diário com Turkish Airlines;
  • Paris: 10 frequências semanais com Air France;
  • Atlanta: 14 frequências semanais com Delta Air Lines;
  • Montreal: 4 frequências semanais com Air Canada;
  • Auckland: 5 frequências semanais com LATAM Airlines.

Também estão previstos aumentos em rotas regionais para Punta Cana, Recife e Buenos Aires-Aeroparque.

Os ajustes na rede revelam uma dinâmica estratégica mais ampla. Enquanto a demanda doméstica parece se estabilizar em níveis mais baixos, as companhias aéreas continuam reforçando o posicionamento internacional de Santiago nos mercados da América do Norte, Europa, Oceania e América Latina.

Essa abordagem também evidencia a resiliência do modelo hub de Santiago. Em vez de reduzir sua exposição internacional durante um ciclo de tráfego mais fraco, os operadores continuam investindo em conectividade, especialmente em rotas de longo curso e mercados regionais de maior valor agregado.

Operado por um consórcio formado por Groupe ADP, VINCI Airports e Gestioni Concessioni, o Santiago Airport conecta atualmente o Chile a 17 destinos domésticos e 50 destinos internacionais através de seus terminais T1 e T2.

Para o setor de aviação da América Latina, os números mais recentes ilustram uma realidade cada vez mais comum entre os grandes hubs regionais: o crescimento do tráfego pode oscilar, mas a conectividade internacional estratégica continua no centro dos planos de desenvolvimento aeroportuário de longo prazo.



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